quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ataque à raiz da Corrupção

(por Idelber Avelar
Publicado originalmente na coluna Tendências e Debates, do jornal Folha de S. Paulo, sem data orginal)

Pesquisa recente da agência APPM dá a medida de como se realiza a discussão sobre campanhas eleitorais no Brasil. Oitenta e quatro por cento dos consultados dizem que as doações de empresas aumentam as chances de corrupção, mas 81% são contra o financiamento público.

O eleitor sabe que o conluio entre dinheiro privado e Estado é fonte de corrupção, mas se opõe ao financiamento público, pois não lhe é visível o fato de que ele também paga a conta do financiamento privado. As empresas, com frequência, recolhem via corrupção o que investiram no candidato. O prejuízo ao Estado só aparece se estoura um escândalo, caso em que o agente público será execrado, enquanto pouco se dirá sobre o agente privado corruptor. Nada mais brasileiro do que esquecer que corrupção é via de mão dupla.

Ouvem-se três argumentos principais contra o financiamento público:
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TRISTE JUDICIÁRIO

(Por Marco Antonio Villa.
Artigo publicado no jornal O Globo, 13 de dezembro de 2011.)

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é formado por 33 ministros. Foi criado pela Constituição de 1988. Poucos conhecem ou acompanham sua atuação, pois as atenções nacionais estão concentradas no Supremo Tribunal Federal. No site oficial está escrito que é o tribunal da cidadania. Será?

Um simples passeio pelo site permite obter algumas informações preocupantes.

O tribunal tem 160 veículos, dos quais 112 são automóveis e os restantes 48 são vans, furgões e ônibus. É difícil entender as razões de tantos veículos para um simples tribunal. Mais estranho é o número de

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cidadania e combate a corrupção pelos partidos politicos e na escola

(por Eduardo Paiva.
Publicado originalmente aqui em 12 setembro 2011)

Todos sabemos que a direita e sua "midia golpista" sempre promoveram e ganharam com a corrupção em nosso país. Seja de forma direta com contratos de obras ou serviços (inclusive publicidade na grandes redes de TV etc) superfaturados; ou com financiamentos a fundo perdido, ou com juros negativos, praticados por bancos oficiais (Banco do Brasil, BNDES, etc); seja de modo indireto através de legislações garantidoras de mopolios, oligopolios (setor de comunicações; automobilistico; etc etc).

Legislações essas produzidas por parlamentos "vendidos" ao poder econômico, formado por, em geral, "300 picaretas", ou seja "a maioria" necessária a aprovação dos projetos legislativos de interesse dos grupos detentores da hegemonia economica e politica.

A atitude oportunista dessa "direita corrompida", em se arrogar "combatente da corrupção" é mais um, dentre tantos outros oportunismos, como por exemplo
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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Elisa Lucinda recita "Só de Sacanagem" contra à corrupção.

Poetisa, atriz e Intelectual capixaba, Elisa Lucinda é ContraCorrupção. O seu "Só de Sacanagem" é um bonito poema anti-corrupção.

Na sequencia deste video, veja Ana Carolina, que tambem recitou, em seu Show, este poema de Elisa.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ana Carolina canta contra à corrupção.

Ana Carolina é ContraCorrupção.

"Brasil Corrupção", de Ana Carolina é arte a serviço da ética ! É musica anti-corrupção.

Principio da Desconfiança ContraCorrupção

Fundamentado em HOBBES (O Leviatã, cap XIII e XIV etc); LOCKE ( ); em ROSSEAU (O Contrato Socail); em VIEIRA (Os Sermões) e na BIBLIA SAGRADA, acredito que devamos nos guiar, em relação a qualquer homem ou mulher, isto é, a humanidade em geral, pelo PRINCIPIO DA DESCONFIANÇA.

Tenho pensado neste principio filosofico há mais de um ano e, resumidamente, acredito ser uma verdade universal, que os homens, em geral, são naturalmente egoístas, individualistas, orgulhosos, materialmente insaciáveis, espiritualmente falhos ... preocupam-se mais com a satisfação própria ganância, do que com o bem estar coletivo ou do seu vizinho. Os grandes autores descrevem o homem, como sendo, em geral, dominado pelos piores vicios; e constituídos de pouca ou nenhuma virtude. Somente com esforço hercúleo, alguns homens conseguem dominar seus baixos apetites e sua malignidade, para se contagiar com alguma bondade, honestidade e generosidade.

Assim sendo, creio que:
Devemos, em qualquer situação, nos guiar em relação aos nossos contemporâneos, com DESCONFIANÇA. Especialmente em relação àqueles que recebem delegação para nos representar nos parlamentos (camara de vereadores, assembleias legislativas etc) ou para administrar qualquer governo (municipal, estadual ou federal) ou $$$$ dinheiro público.

Procurei e achei um artigo, de 14 dezembro 2010, do intelectual português Pedro Lomba, cujo título é "O 
principio da desconfiança". Ele aborda, levemente, questões filosóficas, porem nao enuncia o principio; mas trata, princialmente, da politica e do mau-governo lusitano recente. Vale conferir em :

http://o-povo.blogspot.com/2010/12/o-princípio-da-desconfiança.html

Cachoeiro de Itapemirim-ES, Brasil, 20 junho 2011.
Eduardo Paiva.






Atualizações:
20 junho 2011
2020-06-19







quarta-feira, 8 de junho de 2011

Corrupção do Cristão por Omissão (1)

A omissão diante da corrupção é um pecado grave de muitos cristãos.

Se deixamos de fiscalizar a atuação dos parlamentares (vereadores, deputados, senadores) ou chefes de executivo (prefeito, governador, presidente da republica), que nossas igrejas ajudam a eleger, cometemos pecado de omissão. Pergunto-me : Caso os governantes eleitos por nossas igrejas pratiquem crimes de corrupção, somos também responsáveis por tais crimes ? Eu acredito que sim. E qual a nossa culpa ? Penso que sejamos culpado por causa de nossa omissão. A biblia tem vários textos que condenam a omissão diante da injustiça. Tratarei deste tema em breve.

Por enquanto, para argumentar e embasar minha opinião, sirvo-me de alguns trechos do excelente SERMÃO DA PRIMEIRA DOMINGA DO ADVENTO NA CAPELA REAL, ANO DE 1650, de Antonio Vieira, que nos condena, evangélicos ou católicos, pelo pecado da omissão :

----->>>
" (...)
225. (...) pecados de omissão e pecados de conseqüência. Estes são os dois escrúpulos que vos quisera hoje advertir e intimar da parte de Deus.

226. Sabei, cristãos, sabei, príncipe, sabei, ministros, que se vos há de pedir estreita conta do que fizestes, mas muito mais estreita do que deixastes de fazer. Pelo que fizeram, se hão de condenar muitos; pelo que não fizeram, todos. (...) Em suma, que os pecados que ultimamente hão de levar os condenados ao inferno são os pecados de omissão. (...) em todo o rigor da teologia. (...) a impenitência final é pecado de omissão. (...) Por uma omissão, perde-se uma inspiração, por uma inspiração, perde-se um auxílio, por um auxilio, perde-se uma contrição, por uma contrição, perde-se uma alma. Dai conta a Deus de uma alma, por uma omissão.

227. Desçamos a exemplos mais públicos. (...) Por uma omissão, perde-se um aviso, por um aviso, perde-se uma ocasião, por uma ocasião, perde-se um negócio, por um negócio, perde-se um reino. Dai conta a Deus de tantas casas, dai conta a Deus de tantas vidas, dai conta a Deus de tantas fazendas, dai conta a Deus de tantas honras, por uma omissão. Oh! que arriscada salvação! Oh! que arriscado ofício é o dos príncipes e o dos ministros! Está o príncipe, está o ministro divertido, sem fazer má obra, sem dizer má palavra, sem ter mau nem bom pensamento, e talvez naquela mesma hora, por culpa de uma omissão, está cometendo maiores danos, maiores estragos, maiores destruições, que todos os malfeitores do mundo em muitos anos. O salteador na charneca com um tiro mata um homem; o príncipe e o ministro com uma omissão matam de um golpe uma monarquia. Estes são os escrúpulos de que se não faz nenhum escrúpulo; por isso mesmo são as omissões os mais perigosos de todos os pecados.

228. A omissão é o pecado que com mais facilidade se comete, e com mais dificuldade se conhece, e o que facilmente se comete e dificultosamente se conhece, raramente se emenda. A omissão é um pecado que se faz não fazendo; (...) Porque, ainda que eram boas obras as que fazia, eram melhores as que deixava de fazer. O que fazia era devoção, o que deixava de fazer era obrigação... "
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TEXTO COMPLETO, de graça, deste e de outros "Sermões Escolhidos" de Antonio Vieira no link :

http://bndigital.bn.br/scripts/odwp032k.dll?t=xs&pr=fbn_dig_pr&db=fbn_dig&disp=list&sort=off&ss=new&arg=sermoes&argaux=sermões&use=kw_livre&x=35&y=11

ou no site da Biblioteca Nacional Digital :
http://bndigital.bn.br/

ou pesquise ainda em LIVROS E AFINS : http://livroseafins.com/14-sites-de-livros-gratis/

Cordialmente,

Cachoeiro de Itapemirim-ES-Brasil, 08/junho/2011.
EDUARDO PAIVA
Palestrante / Economista
(Série : Teologia Anti-Corrupção)

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